O “Capital Humano”
Criptomoedas, PIX... São tantas as inovações nas transações financeiras nos últimos anos que a cabeça da gente às vezes entra em ebulição! Falaremos sobre atualidade e sobre um novo tempo, porém, começando com reflexão nostálgica:
— Tal como as reservas que garantem o valor da moeda de um país, as relações interpessoais precisam de lastro. Devemos, dessa forma, persistir com o lastro de amizade e empatia, o qual celebramos sempre nos eventos da AFABRB.
Entre os Regiobancários Aposentados mais antigos, muitos devem se lembrar de quando as agências não poderiam abrir pela manhã sem uma atividade noturna essencial. Uma turma compensava o árduo trabalho à noite no BRB com muita camaradagem. Era à noite que trabalhavam os mais jovens, numa plataforma de perfuração de dados como se fossem fitas de telex. Boa parte dessa turma era formada por universitários, todos atentos às novidades.
Além de processar os dados nas fitas perfuradas, a turma da noite também fazia trabalho externo, saindo de madrugada com malotes de cheques emitidos por clientes de outros bancos, a fim de trocá-los por cheques emitidos por clientes do BRB. Era a chamada “compensação”.
Entre a jornada laboral e o estudo durante o dia, havia aquela pausa no restaurante Roma, no Espanhol ou em uma pizzaria na Rodoviária. São essas as lembranças das poucas opções para lanches e confraternizações entre colegas que trabalhavam no período noturno...
Nas fitas perfuradas pela turma da noite estavam contidas as informações que as agências precisavam para atender aos usuários. Os operadores de caixa que chegavam de manhã para trabalhar eram muitos. A linha de frente para dar conta do serviço diurno era formada também por escriturários, gerentes e outros profissionais qualificados para operar um sistema formado por diferentes gerações, que sabiam se respeitar e contribuir para a boa imagem da Família Regiobancária junto à clientela do Banco e toda população do DF.
Hoje não existem mais as antigas plataformas de perfuração de dados, nem as câmaras de compensação de cheques lotadas de jovens colegas trabalhando à noite. Também são poucos os “caixas” nas agências durante o dia, pois as plataformas digitais foram diminuindo o número de profissionais necessários para “trocar cheques” e realizar outras transações bancárias, como depósitos, saques e pagamentos com cartão.
Mesmo que a tecnologia tenha mudado muito a forma como os colegas passaram a trabalhar anos após anos, temos muito em comum para “trocar ideias”. É importante integrar as diferentes gerações de Regiobancários Aposentados, trazê-los para a AFABRB. Se você conhece algum colega prestes a se aposentar ou que se aposentou recentemente, convide-o para se filiar.
Precisamos, também, que os colegas da ativa passem a conhecer cada vez mais a Associação, a fim de que um dia também façam parte da AFA. Dessa forma, conseguiremos fortalecer nossa luta, no sentido de proteger o padrão socioeconômico e a qualidade de vida dos Associados.
O “Capital Humano” é a nossa força.
Saudações!