Palavra do Presidente

Como regiobancários aposentados, passamos por diversas fases de evolução na vida laboral. Desde a época das antigas máquinas mecânicas nos guichês das agências, ao sistema de compensação de cheques e outras formas de transações financeiras,riograndesul muito antes dos caixas eletrônicos de auto atendimento e do PIX. Recentemente, diga-se de passagem, foi aberto concurso na área de Tecnologia da Informação para preenchimento de 100 vagas no BRB. Quanto avanço tecnológico!
E não é só no sistema bancário que as coisas evoluem. Na edição passada do nosso Informativo AFA EM FOCO, falamos sobre a importância de acompanhar a evolução do tempo em que vivemos, sem esquecer das lições do passado. Faltou, no entanto, dizer uma coisa muito importante: Nada tem significado se não evoluirmos como pessoas.
Certa vez, uma estudante perguntou à renomada antropóloga Margaret Mead: “Qual é o primeiro sinal de civilização?” Margaret Mead pensou por alguns instantes, certamente elencando tantas descobertas científicas, e disse: “Um fêmur curado”.
A resposta da antropóloga ressaltou, como o mais importante sinal de civilização, a solidariedade. E foi isso que nos diferenciou de outras criaturas.
O fêmur, maior osso do corpo humano, demora muito tempo e requer cuidados e proteção para cicatrizar. Imaginemos seres humanos primitivos se dando ao trabalho de curar um dos indivíduos do grupo, em vez de abandoná-lo em um momento difícil, há milhares de anos.
Com a tragédia que se abateu sobre o Sul do País, formou-se uma rede de solidariedade, envolvendo várias instâncias governamentais, pessoas, empresas e instituições, para socorrer as vítimas das fortes chuvas e inundações. O BRB, por exemplo, promoveu uma campanha emergencial com o propósito arrecadar sabonetes, pasta dental, escovas de dente e absorventes, e permaneceu recebendo esses produtos em qualquer agência do banco até o dia 10 de maio. Para encaminhar o material às regiões afetadas, a campanha do Banco de Brasília firmou parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB).
Inegavelmente não iremos evoluir sem cicatrizar nossas feridas, com solidariedade e empatia. Eis aí, como ressaltou a antropóloga Margaret Mead, o primeiro sinal de avanço civilizatório.
A AFABRB, junto com o Sindicato dos Bancários de Brasília, entra nessa corrente solidária, dando continuidade à campanha SOS Rio Grande do Sul. Veja mais detalhes no quadro ao lado.

Saudações!